Coisas Banais.
Luzes passam a correr. A vida passa devagar. Está frio mas mantenho as roupas de verão. A lua reflete-me na roseada parede de minha casa. As flores murcharam. Fumo um cigarro. Queimei os lábios “maldita beata”. A velha olha para mim com ar reprovador. Tu olhaste para mim mas nem me viste. Rio-me e não quero parar. As pessoas olham como se fosse bicho. Deixo é melhor assim. O Alice Cooper não me sai da cabeça. I am the passenger. O frio aperta. O céu está negro. Um louco no meio da praça. Fonte de sangue. Lavo os meus braços. Vermelhos. Sangue. Rasgo a minha roupa que me prende à realidade. Mergulho nas poças de sangue que deixas para trás. Os olhos dele fitam-me. Fujo pró emaranhado do bairro. Perco-me nos braços dele. Estou a perder a realidade das coisas.
Atiro-me de cabeça.
Perco a memória.
Atiro-me de cabeça.
Perco a memória.


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